Terça-feira, 22 de Março de 2011

Será que a Terra será a mesma quando os nossos filhos nascerem? Se não for, irá para melhor ou pior?

Estas são algumas das questões que toda a humanidade devia colocar. Actualmente o planeta Terra e toda a vida inerente à sua existência como o conhecemos se encontra em perigo. As actividades antropogénicas que afectam os ecossitesmas apenas pioram a situação e estão a levar-nos para um cenário irreversível de destruição da biodiversidade.

A sobrepopulação é a causadora de estes problemas. O aumento da população leva, obrigatoriamente, a um aumento do consumo, e isto faz com que os resíduos por nós produzidos sejam mais e mais. E para onde vão? Vão poluir os outros ecossistemas e contribuem, parta a extinção de milhares de espécies, afectando assim a biodiversidade da biosfera. Este crescimento populacional leva á utilização de mais viaturas que libertam mais emissões de CO2 que contribuem para o aquecimento global. Como podemos deduzir o Homem criou um ciclo de destruição da Natureza que nunca vai parar!

O que fazer? Eis uma questão que a maioria dos eruditos tem vindo a responder, mas nós humanos, como sempre, preferimos o conforto, que guia todas as nossas acções e esquecemo-nos das gerações vindouras que vã acarretar com as consequências dos nossos actos. Não podemos desperdiçar água, dizem eles, e nós como seres irracionais fazemos fontes para belo prazer dos nossos olhos. Não desperdicem electricidade, e vemos as ruas iluminadas às 5 horas da tarde, quando o Sol ainda se vislumbra ao longe sobre as nossas ténues aspirações.

É irritante este nosso egoísmo, este holocausto, que criamos aos próximos, nossos semelhantes. Um dia um homem disse ”Deixai o mundo um pouco melhor do que o encontraste”, ele foi generoso para connosco, porque é que não o somos para com os nossos próprios filhos?

 

 

 

                Manuel Pinho 



donos das palavras pratadanossacasa às 15:38

 

 

Gosto do primeiro traço numa folha branca, e não gosto mesmo nada do último. Não gosto de falar sobre mim, pelo que indirectamente não gosto deste exercício em particular. Gosto de me sentir diferente, quase como se visse repugnância na semelhança. Gosto de confirmar a resposta certa de um exercício, não gosto de não compreender alguma coisa. Gosto da paisagem que se deforma de um veículo em movimento, não gosto de quando ela acaba. Não gosto de fins nem de despedidas, porque também não gosto de mudança. Gosto de correr e sentir o ar passar rápido por mim, tal como de me divertir, e, em vez de ar, passar o próprio tempo a voar. Não gosto de estranhos nem de multidões, porque praticamente também não gosto de pessoas. Gosto de Medicina, exactamente por não poder explicar porquê. Gosto de lógica, como se tivesse medo que o Mundo se desintegraria caso não fizesse sentido. Gosto de ver o escuro e de ter as janelas bem fechadas. Não gosto, à partida, de coisas que muita gente gosta. Não gosto do frio metálico, mas do calor humano. Não gosto de ser tocado violentamente. Gosto de assinar textos, e de indicar o resultado final de equações. Gosto de perseguir os meus sonhos, porque me dão uma razão para viver. Gosto de cadáveres, não gosto de coisas demasiado vivas. Não gosto de barulho e movimento, nem de confusão. Gosto do silêncio, e de tocá-lo com pensamentos profundos. Não gosto de pedir ajuda, mas gosto de dá-la. Gosto da minha melhor amiga, a Catarina, provavelmente mais do que qualquer outra coisa ou ser. De novo, também não sei exactamente as razões por trás desse gosto. Não gosto de me sentir nervoso ou inseguro, porque não consigo evitar ver isso como um sinal de fraqueza. Gosto de tentar melhorar todos os dias, no máximo de áreas possível. Não gosto de cumprimentar ou dizer adeus às pessoas, porque vou vê-las já no dia seguinte. Não gosto de comer, porque acho o acto uma perda de tempo (também não gosto que seja vitalmente necessário, obviamente). Gosto de pensar, sentindo-me em sincronia com o Universo enquanto o faço. Gosto de escrever, e rápido, como se temesse que as palavras iriam fugir. Gosto de passar a mão pelo cabelo e não gosto de coisas pegajosas ou sujas. Não gosto do Mundo em geral, porque acredito que é um lugar naturalmente mau. Também não gosto muito da vida em si devido ao facto de ela ser um dever, e não um direito. Gosto da palavra “efémero”, a minha palavra favorita, não pelo significado mas pelo seu som de cócegas na barriga. Gosto de cor-de-rosa, de preto e de vermelho, mas não dos três ao mesmo tempo. Gosto de imaginar coisas impossíveis, e depois escrever histórias fictícias sobre elas. Não gosto de, neste momento, se aproximar a última palavra da folha.

 

 

Diogo Ribeiro 11ºB



donos das palavras pratadanossacasa às 15:33

A complexidade do ser humano torna-o difícil de definir e analisar, observadas tantas características contraditórias que nada esclarecem quanto à sua natureza.

De humano é o cérebro que pode decidir racionalmente, que pode sentir e saber o que sente e, ainda assim, aparentemente mais inseguro e cheio de dúvidas do que os chamados animais irracionais. Do olhar questionador, de um certo brilho que procura iluminar a verdade, ao turbilhão de emoções que o coração lhe assola, é humano o infinito de actos e pensamentos, tão diversificados que só a imaginação os visualiza. Por um lado, piores que irracionais são algumas pessoas, cruéis e atrozes com orbes felinos e assassinos. Por outro, é esta espécie capaz das maiores bondades, de acções capazes de fazer tremer os ossos mais insensíveis, de fazer emergir num ritmo apaixonante corações já congelados, e, como grandes blocos de gelo, horrivelmente difíceis de carregar. Em contraste ficam, face ao tamanho assombroso (mas, ainda assim, apenas possível) da generosidade e nobreza que o Homem pode apresentar, como pombos voando livremente, aos ventos da inocência, sem nunca colapsar. Por isso, chovem lágrimas e, por isso, irradiam sorrisos, frutos de toda a habilidade de sentir humana que, no entanto, não chega. Tal é também a natural insatisfação que fragilmente nos define, pois que com absoluta força o faz…

Impossivelmente se descreve o complicadíssimo ser humano, realidade de vários universos e, dentro desses, mais universos ainda. Tal mistério é o que nos fascina, aguça a curiosidade, e nos faz questionar sobre ele, torna-nos totalmente humanos. 

 

Diogo Ribeiro 11ºB



donos das palavras pratadanossacasa às 15:28
Sábado, 05 de Março de 2011

Uma folha, uma verde folha

Esta linda chuva molha

Ignoro-a, tenho pressa

Tenho de cumprir a promessa

 

Uma rosa floresce

Enquanto amanhece

Ignoro-a, tenho pressa

Tenho de cumprir a promessa

 

A luz solar

Reflecte-se no mar

Ignoro-a, tenho pressa

Tenho de cumprir a promessa

 

Tenho a agenda ocupada

Tenho uma tarefa marcada

Ignoro-a, tenho pressa

Tenho de cumprir a promessa

 

As pessoas chamam,

Empurram, falam,

Ignoro-as, tenho pressa

Tenho de cumprir a promessa

 

Promessa de te encontrar

Promessa de te proteger

Promessa de te sorrir

Promessa de te seguir

Promessa de te querer

Promessa de te amar

 

 

 

José Nuno Macedo

10.ºC



donos das palavras pratadanossacasa às 21:29
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

O Amor é o espelho do sonho que contemplamos a cada página virada da nossa vida, é a esperança plantada no fundo do nosso coração que espera a luz da pessoa amada, a sua aura resplandecente que ilumina toda a nossa alma esquecida na penumbra da solidão. O Amor é a salvação que esperamos encontrar, a porta entreaberta que surge inesperadamente no nosso caminho e nos faz descobrir um mundo nunca antes percorrido. O Amor é a verdade dita nas palavras que calam o nosso silêncio obscuro, a pureza desconhecida que nasce no nosso sorriso reaparecido. O Amor é o paraíso no nosso inferno que desenha em nós ilusões outrora ignoradas, a voz inconsciente que nos faz renascer. O Amor é a chuva incessante que nos molha o corpo ao som do vento que nos invade a pele e nos rouba o aroma de um passado enterrado no futuro, é o tempo que simplesmente desaparece e nos torna eternos por escassos momentos. O Amor é a certeza do incerto, é a confiança em algo que já nasceu condenado, é uma fracção do nosso eu segregado que finalmente se encontra, um conjunto de letras que juntas formam a verdade absoluta, Amor.

 

 

Daniela Martins 12ºB



donos das palavras pratadanossacasa às 22:32
Domingo, 09 de Janeiro de 2011

 

 

Álvaro de Campos

 

«Chegou aos meus ouvidos que teve uma tremenda decepção com as máquinas».

 

 

 

Alberto Caeiro

 

«Assim, gostaria de lhe dizer que talvez tenha dado um pequeno contributo para uma mudança de mentalidades das pessoas que leram a sua poesia, pois é dada uma verdadeira lição de vida sobre como a encarar. Eu próprio reflecti e cheguei à conclusão de que apenas devemos dar importância ao que realmente nos faz felizes, deixando para trás as coisas que nos tornam infelizes. Por isso, um muito obrigado e um bem haja».

 

[excerto do rap de Caeiro]

 

«Meu caro Caeiro,

Todo o teu sensacionismo

Ultrapassa os teus súbditos

Campos, Reis e os últimos.

 

Olhar para a Natureza

É a tua essência.

Pensar? Não há paciência.

 

Campos – futurismo,

Reis – epicurismo,

E tu? Sensacionismo.

 

Tudo ao natural,

Nada te faz mal.

Mas intelectualizar?

É para quem não sabe olhar.

 

O rio, as flores

De todas as cores.

 

És um guardador de rebanhos

Mas não só de rebanhos,

Guardas também ovelhas e anhos.

 

Pessoa criou-te,

Mas não te influenciou,

Tu és mestre de que te formou.

 

Deus não existe?

Para ti não,

Tu só acreditas

No que vem da visão»

 

 

Fernando Pessoa

 

«Por estas razões que em seguida vou nomear – uma aula de final de período perdida, 12 e 13 em testes de Português, exposição a ideias malucas e 135 neurónios perdidos, considero que seja merecida uma indemnização de 155 mil euros, em função de todas as horas de «baby-sitter» dos seus três bonequinhos e de si, inclusive, em que me impediram de ser feliz e de passar o tempo divertindo-me…»

 

«À tua conta, perco horas da minha preciosa vida e, além disso, tiro fracas notas na disciplina de Português».

 

«Gostava de conseguir entender essa pluralidade, explicada pelos seus seguidores como uma consequência da sua genialidade, mas por muito que me esforce, não o percebo. Aqui que ninguém nos ouve (espero sinceramente que esta carta não seja interceptada antes de chegar às suas mãos – viajando pelo tempo, pode ser que escape à censura da PIDE), e simplificando exaustivamente todo o processo de fragmentação, apenas encontro uma justificação para tal: (eruditamente falando) um devaneio artístico. Admita lá: cansou-se de si e decidiu criar outros! Quem não se cansa de si mesmo por vezes? Oh, deixe-se de histérico-neurastenismos ou de despersonalizações, pode admitir que ninguém se chateia consigo.

Espero que, depois de descoberta a sua careca, seja homenzinho suficiente para acabar com as mentiras e deliciar os gaiatos que não o apreciam, compilando a sua obra num só autor, facilitando a vida tanto aos alunos como aos próprios professores, que passam a cumprir os programas em metade do tempo.

Espero ter sido clara, sem ferir susceptibilidades».

 

 

Ricardo Reis

 

«Na minha opinião, é extremamente ridículo que o senhor aceite o destino tal qual ele lhe é apresentado, sem expressar qualquer tipo de emoção».

 

 

12.º D, resultado de trabalhos feitos na última aula do primeiro período, no último bloco do dia, nos últimos vinte e cinco minutos. Forma de catarse do estudo de Fernando Pessoa.

 



donos das palavras pratadanossacasa às 20:09

Não gosto de ser a música que tu não ouves.

Não gosto de ser a cor que tu não vês.

Não gosto de ser a flor que tu não admiras.

Não gosto de ser o coração que tu não conquistas.

Não gosto de ser a música que tu não ouves.

Não gosto de ser o sol que não te aquece.

Não gosto de ser o problema que tu não resolves.

Não gosto de ser a pessoa que tu não conheces.

Não gosto de ser a vida que tu não vives.

Não gosto de ser o barulho que tu não ouves.

Não gosto de ser o tema que tu não debates.

Não gosto de ser o pensamento que tu não tens.

Não gosto de ser a foto que tu não observas.

Não gosto de ser a pessoa que tu não vês.

Não gosto de ser a palavra que tu não lês.

Não gosto de ser a pessoa em que tu não pensas.

Não gosto de ser o quadro que tu não aprecias.

Não gosto de ser o filme a que tu não assistes.

Não gosto de ser a pessoa que tu não conheces.

Não gosto de ser a luz eu não te põe cego.

 

Turma 10ºE

 

 



donos das palavras pratadanossacasa às 20:06
Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

Mário Jorge Alves Gonçalves, também há quem me chame Joma. Uma pessoa como tantas outras, um ser humano defeituoso e virtuoso, como os outros. Somos todos iguais apesar das diferenças. Somos artistas de outros palcos, cada um com os seus brilhos e valores. Eu tenho os meus. Com os meus defeitos e virtudes, os meus gostos, a minha etnia, a minha raça, os meus objectivos e conquistas.

Pessoa de emoções fortes e variadas. Ora dou Sol, ora dou chuva. (…) Procuro saber quem sou. São poucas as pessoas que me compreendem e sabem como sou realmente, na verdade também não me interesso pelo que pensam de mim, sou o que sou e sou como sou!

Há pessoas que perdem o tempo comigo, gastam-nos a falar mal de mim. Por mim tudo bem. Quando falam é sinal que lhes interesso. (…)

Os meus gostos são normais, são meus. Gosto de cada pessoa como ela é, completa por si mesma. Gosto de quem gosta de mim. Não odeio nem desgosto quem não gosta de mim, ou mesmo quem não se interessa por mim. Óbvio que odeio certas pessoas. E odeio tanto quanto amo. Gosto de ser amado ou adorado, tal como gosto de amar e adorar.

Já fiz cócegas a amigos meus, só para que deixassem de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com uma pastilha que se colou na cara, já dancei em frente ao espelho, já quis ser pianista e estrela de cinema, já me escondi atrás de uma cortina e deixei os pés de fora, já roubei e também já me roubaram um beijo, já confundi os sentimentos, já tomei um caminho errado e ainda o sigo caminhando pelo desconhecido, já raspei o fundo da panela onde se cozinhou a aletria, já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que essas são as mais difíceis de esquecer, já atravessei uma vedação para roubar fruta, já caí por uma escada, já fugi para sempre da minha casa e voltei no instante seguinte, já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única, já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já bebi álcool até sentir os lábios dormentes, já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já acordei a meio da noite e senti medo de me levantar.

Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração!

 

Mário Jorge 11ºD

 

 



donos das palavras pratadanossacasa às 10:21

Acordei atordoada, numa sala vazia e húmida. As espessas cortinas que cobriam a minúscula janela aprisionavam-me nesta dor. O sol não convivia com o meu breu. Levantei-me. E cuidadosamente analisei o local onde me deixaram. Aparentemente estava numa casa degradada e abandonada. Ao fundo da sala vi um monte de cadeiras, empilhadas aleatoriamente. Desesperadamente corri contra aqueles pedaços de madeira velha em busca de uma saída. Verifiquei cada canto escondido por um monte de mobília gasta, mas nem uma pequena brecha encontrei. Finalmente caí em mim, exausta. Uma descarga de adrenalina percorreu o meu organismo. Tentava acalmar-me. Fechei os olhos e respirei tranquilamente. Quando os voltei a abrir, o meu cativeiro estava irreconhecível, a minha fúria ao tentar encontrar uma porta para a liberdade tinha destruído tudo! Aos meus pés, parcialmente coberta por pó, estava uma fotografia de uma mulher e de uma criança que aparentava não ter mais do que quatro anos. Aquela imagem suscitou em mim um enorme sentimento de melancolia. A minha mente não parava de questionar tudo. Precisava de saber quem eram, porém, nem eu própria sabia quem eu era nem onde estava! Ao comparar a imagem que tinha nas minhas mãos e o meu reflexo num pedaço de vidro, cheguei à conclusão de que aquela mulher e eu éramos a mesma pessoa. Tinha que encontrar aquela criança, sentia-a a chamar, a plenos pulmões, por mim. A vida daquela criança dependia de mim. Desmaiei! Ao acordar, ouvia vozes alegres recheadas de entusiasmo a festejarem “Ela acordou do coma!”. Ainda não sabia quem eram, nem onde estava, mas ao ver a imagem do menino da fotografia no colo de uma senhora de cabelos grisalhos, eu reconheci que estava num sítio real e que tudo acabaria bem.

 

Rosário Calado, 11.ºA



donos das palavras pratadanossacasa às 10:18
Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

“We’ll always have each other when everything else is gone”

“Dig”, Incubus

 

            Tomamos as nossas próprias decisões e chamamos-lhes destino. Talvez não seja este o meu destino, mas és tu a minha escolha. Preciso de ti para me sentir viva, deixar-te ir seria como perder tempo com outra coisa quando só tu me atrais. És tu que me surpreendes sem dar tempo de deixar algo para depois, criar força para reagir, nem sequer dar som à voz fraca da impossibilidade de rejeição. Tu sabes o efeito que a tua voz tem em mim, e só com o que me dizes sem dizer fazes com que te ame mesmo que ninguém entenda, eu vejo o que tens de invisível para os outros. E tu vês o quão livre sou sem nunca me renovar, reinventar ou mudar. Sou exactamente como me vês e conheces, e é ao teu lado que estou apesar da liberdade que nos caracteriza.

            É impossível guardar memória mais viva e fiel do que a que eu tenho da tua pele, por isso ficas no olhar, no cheiro e no eco da voz. Preenches-me; continuo enternecida pela existência que me dás ao fazer de mim o teu sorriso e ao encontrar nele forças quando estás com medo da tua própria vida.

            Preciso de ti para me sentir viva. Dependo deste amor puro e inevitável que me acorda e descobre o melhor de mim para saber quem sou, e para o que sou. Sou para viver de intensidades, quebrar a rotina, direccionar a energia à nossa felicidade e ter todo o ânimo do mundo, mesmo que sejas a minha escolha mais arriscada, já que, sem querer juntos movemos o próprio mundo: tu és o sentimento mais intenso em mim, e ser racional deixou de parecer uma opção viável perante tal consciência.

            Agora, que não estou em mim e me abasteço de ti, sim, sinto-me viva.

 

Beatriz Cruz 11ºB



donos das palavras pratadanossacasa às 17:59
Esta é a nossa casa. A prata que lá temos são meninos, não de prata mas de ouro...
Colégio Dom Diogo de Sousa

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