Domingo, 09 de Janeiro de 2011

 

 

Álvaro de Campos

 

«Chegou aos meus ouvidos que teve uma tremenda decepção com as máquinas».

 

 

 

Alberto Caeiro

 

«Assim, gostaria de lhe dizer que talvez tenha dado um pequeno contributo para uma mudança de mentalidades das pessoas que leram a sua poesia, pois é dada uma verdadeira lição de vida sobre como a encarar. Eu próprio reflecti e cheguei à conclusão de que apenas devemos dar importância ao que realmente nos faz felizes, deixando para trás as coisas que nos tornam infelizes. Por isso, um muito obrigado e um bem haja».

 

[excerto do rap de Caeiro]

 

«Meu caro Caeiro,

Todo o teu sensacionismo

Ultrapassa os teus súbditos

Campos, Reis e os últimos.

 

Olhar para a Natureza

É a tua essência.

Pensar? Não há paciência.

 

Campos – futurismo,

Reis – epicurismo,

E tu? Sensacionismo.

 

Tudo ao natural,

Nada te faz mal.

Mas intelectualizar?

É para quem não sabe olhar.

 

O rio, as flores

De todas as cores.

 

És um guardador de rebanhos

Mas não só de rebanhos,

Guardas também ovelhas e anhos.

 

Pessoa criou-te,

Mas não te influenciou,

Tu és mestre de que te formou.

 

Deus não existe?

Para ti não,

Tu só acreditas

No que vem da visão»

 

 

Fernando Pessoa

 

«Por estas razões que em seguida vou nomear – uma aula de final de período perdida, 12 e 13 em testes de Português, exposição a ideias malucas e 135 neurónios perdidos, considero que seja merecida uma indemnização de 155 mil euros, em função de todas as horas de «baby-sitter» dos seus três bonequinhos e de si, inclusive, em que me impediram de ser feliz e de passar o tempo divertindo-me…»

 

«À tua conta, perco horas da minha preciosa vida e, além disso, tiro fracas notas na disciplina de Português».

 

«Gostava de conseguir entender essa pluralidade, explicada pelos seus seguidores como uma consequência da sua genialidade, mas por muito que me esforce, não o percebo. Aqui que ninguém nos ouve (espero sinceramente que esta carta não seja interceptada antes de chegar às suas mãos – viajando pelo tempo, pode ser que escape à censura da PIDE), e simplificando exaustivamente todo o processo de fragmentação, apenas encontro uma justificação para tal: (eruditamente falando) um devaneio artístico. Admita lá: cansou-se de si e decidiu criar outros! Quem não se cansa de si mesmo por vezes? Oh, deixe-se de histérico-neurastenismos ou de despersonalizações, pode admitir que ninguém se chateia consigo.

Espero que, depois de descoberta a sua careca, seja homenzinho suficiente para acabar com as mentiras e deliciar os gaiatos que não o apreciam, compilando a sua obra num só autor, facilitando a vida tanto aos alunos como aos próprios professores, que passam a cumprir os programas em metade do tempo.

Espero ter sido clara, sem ferir susceptibilidades».

 

 

Ricardo Reis

 

«Na minha opinião, é extremamente ridículo que o senhor aceite o destino tal qual ele lhe é apresentado, sem expressar qualquer tipo de emoção».

 

 

12.º D, resultado de trabalhos feitos na última aula do primeiro período, no último bloco do dia, nos últimos vinte e cinco minutos. Forma de catarse do estudo de Fernando Pessoa.

 



donos das palavras pratadanossacasa às 20:09
sim, Joana, bons a criticar e a dizer disparates. O poema é do Diogo e do Sérgio - estavam inspirados :)
Tiago Aires a 16 de Fevereiro de 2011 às 22:04

Esta é a nossa casa. A prata que lá temos são meninos, não de prata mas de ouro...
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