Terça-feira, 22 de Março de 2011

A complexidade do ser humano torna-o difícil de definir e analisar, observadas tantas características contraditórias que nada esclarecem quanto à sua natureza.

De humano é o cérebro que pode decidir racionalmente, que pode sentir e saber o que sente e, ainda assim, aparentemente mais inseguro e cheio de dúvidas do que os chamados animais irracionais. Do olhar questionador, de um certo brilho que procura iluminar a verdade, ao turbilhão de emoções que o coração lhe assola, é humano o infinito de actos e pensamentos, tão diversificados que só a imaginação os visualiza. Por um lado, piores que irracionais são algumas pessoas, cruéis e atrozes com orbes felinos e assassinos. Por outro, é esta espécie capaz das maiores bondades, de acções capazes de fazer tremer os ossos mais insensíveis, de fazer emergir num ritmo apaixonante corações já congelados, e, como grandes blocos de gelo, horrivelmente difíceis de carregar. Em contraste ficam, face ao tamanho assombroso (mas, ainda assim, apenas possível) da generosidade e nobreza que o Homem pode apresentar, como pombos voando livremente, aos ventos da inocência, sem nunca colapsar. Por isso, chovem lágrimas e, por isso, irradiam sorrisos, frutos de toda a habilidade de sentir humana que, no entanto, não chega. Tal é também a natural insatisfação que fragilmente nos define, pois que com absoluta força o faz…

Impossivelmente se descreve o complicadíssimo ser humano, realidade de vários universos e, dentro desses, mais universos ainda. Tal mistério é o que nos fascina, aguça a curiosidade, e nos faz questionar sobre ele, torna-nos totalmente humanos. 

 

Diogo Ribeiro 11ºB



donos das palavras pratadanossacasa às 15:28
Esta é a nossa casa. A prata que lá temos são meninos, não de prata mas de ouro...
Colégio Dom Diogo de Sousa

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