Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

Mário Jorge Alves Gonçalves, também há quem me chame Joma. Uma pessoa como tantas outras, um ser humano defeituoso e virtuoso, como os outros. Somos todos iguais apesar das diferenças. Somos artistas de outros palcos, cada um com os seus brilhos e valores. Eu tenho os meus. Com os meus defeitos e virtudes, os meus gostos, a minha etnia, a minha raça, os meus objectivos e conquistas.

Pessoa de emoções fortes e variadas. Ora dou Sol, ora dou chuva. (…) Procuro saber quem sou. São poucas as pessoas que me compreendem e sabem como sou realmente, na verdade também não me interesso pelo que pensam de mim, sou o que sou e sou como sou!

Há pessoas que perdem o tempo comigo, gastam-nos a falar mal de mim. Por mim tudo bem. Quando falam é sinal que lhes interesso. (…)

Os meus gostos são normais, são meus. Gosto de cada pessoa como ela é, completa por si mesma. Gosto de quem gosta de mim. Não odeio nem desgosto quem não gosta de mim, ou mesmo quem não se interessa por mim. Óbvio que odeio certas pessoas. E odeio tanto quanto amo. Gosto de ser amado ou adorado, tal como gosto de amar e adorar.

Já fiz cócegas a amigos meus, só para que deixassem de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com uma pastilha que se colou na cara, já dancei em frente ao espelho, já quis ser pianista e estrela de cinema, já me escondi atrás de uma cortina e deixei os pés de fora, já roubei e também já me roubaram um beijo, já confundi os sentimentos, já tomei um caminho errado e ainda o sigo caminhando pelo desconhecido, já raspei o fundo da panela onde se cozinhou a aletria, já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que essas são as mais difíceis de esquecer, já atravessei uma vedação para roubar fruta, já caí por uma escada, já fugi para sempre da minha casa e voltei no instante seguinte, já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única, já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já bebi álcool até sentir os lábios dormentes, já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já acordei a meio da noite e senti medo de me levantar.

Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração!

 

Mário Jorge 11ºD

 

 



donos das palavras pratadanossacasa às 10:21
gostei muito do dos últimos dois parágrafos. Originais ao falar daquelas pequenas coisas normais que tornam uma vida importante. foi querido.
a 13 de Agosto de 2010 às 22:23

Esta é a nossa casa. A prata que lá temos são meninos, não de prata mas de ouro...
Colégio Dom Diogo de Sousa

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