Domingo, 04 de Abril de 2010

Quem sou eu?

 

 

Podia pôr-me para aqui a tentar definir-me enquanto «eu», enquanto pessoa, ser humano, mas acho-me demasiado racional para isso. Consigo identificar-me com pequenas coisas da vida, que ocorrem tão naturalmente à minha volta, conseguindo assim descomplicar muito daquilo que vejo. Posso-me considerar um aglomerado de células que, interligadas, trabalham para me manter viva. Posso também ser apenas mais um da minha espécie. Posso até nem ser nada, ninguém. Quem é que me diz que tudo o que vivo não é apenas um sonho como tantos outros que já sonhei e que acabaram tão repentinamente? Daí a complexidade da questão, e no fundo, a complexidade do «eu».

Tenho a perfeita noção de que sou de facto um ser bastante complexo, porque se assim não fosse não seria tão difícil de responder à questão.

Às vezes penso que cada um é aquilo que quer ser. Uns dias sinto-me paz, outros, sol, outros, música. Por vezes acho que sou sombra, escuridão, mas o meu estado normal é sentir-me cheia, cheia de mim! E o que é isso de estar cheia de mim? Questão que implica mais questões, e mais uma vez, implica reflexão, implica saber exactamente aquilo que se procura. E como encontrar uma resposta numa infinidade de informação? Eu quero saber quem sou, isto não devia ser assim tão complicado! Quem melhor do que nós mesmos para nos conhecermos? Agora me apercebo dos anos que vivi sem pensar nisto. Talvez por preguiça, o que é facto é que nunca antes tinha reflectido sobre este tema. E agora que o faço, vem-me um turbilhão de ideias à mente, tantas que não me sinto capaz de as expressar no papel.

Se disser que sou a Joana, considero-me apenas um nome, algo vazio, sem significado. Mas como é que posso descrever algo indescritível? Dizer que sou curiosa, teimosa, sorridente, ambiciosa, complicada…não chega.

Posso portanto dizer que sou uma imensidade de coisas, um mar de emoções e de sentimentos. E tudo depende de quem me vê. Para uns posso ser muito, para outros quase nada. É estranho como «quem sou eu» é um conceito tão relativo. E é engraçado como ainda não consegui chegar a nenhuma conclusão.

Noto então que eu sou apenas eu. Posso ser tudo, e não ser nada. Apenas, SOU! 

 



donos das palavras pratadanossacasa às 12:14
Esta é a nossa casa. A prata que lá temos são meninos, não de prata mas de ouro...
Colégio Dom Diogo de Sousa

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