Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Guerra – onde os interesses de uns são a desgraça de outros. Isto revela-se como a mais pura das verdades. Não se pode esquecer que as guerras não “começam”; as guerras são antes “começadas”, por interesses que se mascaram com a vontade da “nação”: o tão aclamado interesse de todos. Na verdade, “nação” não passa de uma palavra bonita para se ganhar moral e poder de guerra. E é, em defesa desta nação, que o Homem se converte em mero material ofensivo, arriscando as suas vidas e perdendo-as de forma irrecuperável, física ou psicologicamente.

 


            Sempre que penso no objectivo de desencadear uma guerra, questiono-me pertinentemente acerca da sua utilidade: porquê? Dado o facto de a resposta ser tão simples e ao mesmo tempo tão complexa, não encontro em mim consenso definitivo que possa apaziguar tal pergunta. Por muito que pense nas razões que podem originar uma guerra, não encontro uma resposta que seja digna de justificações credíveis, mas ainda assim, não cesso de fazer suposições acerca do assunto. Verdade seja dita, quanto mais penso mais comprovo que não somos tão inteligentes como normalmente pensamos. Deram-nos inteligência para que pudéssemos distinguir-nos dos animais, governando e sendo governados de modo unânime e racional. Infelizmente, não só acabamos assemelhando-nos a eles como ainda, pior. Pior porque os animais, por muito instintivos que se revelem, geralmente escolhem como presas outras espécies, enquanto que a presa do Homem é ele mesmo. Se possuímos a razão como uma dádiva natural, porque nos comportamos como se não a tivéssemos e continuamos a matar-nos uns aos outros como se isso fosse normal? Não, não é normal, é cruel, e nós sabemo-lo, apenas raramente o admitimos e condescendemos. Não há melhor prova para testemunhar o que foi anteriormente referido senão a existência da Guerra, que temida e impiedosa, demonstra ser a mais negra criação do Homem.

            11 de Setembro de 2001, o ataque terrorista mais catastrófico de sempre. Ou pelo menos assim é noticiado. Não que se duvide do carácter trágico moralmente insuportável, mas será que foi mesmo terrorista? Pelo menos no seu sentido conotativo foi de certeza, pois estas acções ou validam a existência de uma mente transtornada ou de um transtorno da mente assente no maléfico visar de interesses. Talvez mesmo ambas, porque caso se confirmem as teorias polémicas que sugerem o governo como responsável de organizar um ataque deste calibre contra a sua própria nação, algo não se encontra totalmente esclarecido. Vamos “pressupor” que os EUA planearam toda a rede de acontecimentos. Sem dúvida, tudo fora forjado com uma leve margem de erro, pois pensava-se que ninguém suspeitaria do próprio governo como autor de tal atrocidade, teoria que acabou sendo debatida. Analisemos os factos: a maneira como as Torres Gémeas caíram demonstra uma queda progressiva de cima para baixo. Segundo o seu arquitecto, os edifícios estavam estruturados de modo a que mesmo várias colisões de aviões não fossem suficientes para as derrubar. Mais engenhoso se torna o acontecimento avaliando testemunhos de pessoas que estavam nos andares de baixo das torres. Estas garantiam ter sentido e ouvido uma explosão sem aparente explicação por baixo de seus pés, induzindo a população num pensamento debatido que sugere uma destruição dos alicerces com bombas no subsolo. Posteriores investigações dos escombros vieram a comprovar este facto. Além disso, o avião que supostamente embateria contra a Casa Branca acabou despenhando-se na Pensilvânia. Convenientemente, não foram encontrados nem escombros do avião, nem fragmentos remanescentes de corpos, apenas uma grande cratera e algumas marcas de pneus, bem como vestígios de escavações, como se alguém já lá tivesse estado. Também o Pentágono foi local de ocorrências suspeitas. Segundo o que é aclamado, os motores do avião desintegraram-se por acção do calor, mas apesar destas condições pouco propicias foram encontrados vestígios de DNA e ossos humanos. Dado que o meio natural não possui livre vontade de escolha sobre o que actuar, parecem-me bastante razoável admitir a existência de um plano cuidadosamente forjado, mas que não conseguiu evitar a intriga da população. Sucedeu-se a seguir o que havia já sido esperado, os EUA declararam guerra a um dos povos mais difamados até à actualidade: ao povo Iraquiano, ao Iraque, culpando-o dos ataques à sua honesta e viável pátria, obrigando assim os seus cidadãos ou mesmo não nacionalizados a batalharem numa guerra que não era sua, fundamentada num ataque esquematizado, lutando contra estrangeiros culpados por acções que não cometeram. Por mais que os meus ideais me garantam certezas, não consigo evidenciar razões para o desencadear da guerra, mas ainda assim acho que são demasiadas coincidências para me considerarem demente e conspiracional. Demente, é um país provocar uma guerra, atacando os seus concidadãos e condenando os seus habitantes a um futuro potencialmente indesejado, no qual a maioria não espera senão a morte. Isto apenas demonstra o quão cruel o Homem se pode demonstrar. Parafraseando, não nos comportamos como animais, mas pior.

Sem razão aparente, é provocada uma guerra. Por razão aparente refiro-me não ao seu desconhecimento, mas à total inexistência de uma razão que justifique suficientemente uma guerra. São mortos milhões de indivíduos, e a troco de quê? Nenhum interesse político se equipara a uma vida humana. O que tanto se procura para que se condenem milhares delas? A realização de futilidades e caprichos governamentais. Se nada vale uma vida humana, porque é que há guerras? Muitos são os extraditados e colocados na linha de fogo, sofrendo e morrendo: para quê? Por muitas razões que haja, nenhuma justifica uma guerra, por mais necessárias que estas se revelem.

            Na guerra consideram-se “heróis” aqueles que exterminam com sucesso e sem piedade, enganados pelo ilusório estatuto de protectores da sua nação, que o traiu e o levou para o campo de batalha. Denoto neste momento, a total presença de sarcasmo no título escolhido para este artigo. Não se deveria galardoar herói quem mata, mas sim quem procura evitar a morte. Pelo contrário, a estes últimos inscreve-se o rótulo de cobardes que não se revelam “homens fortes” para sustentar os sacrifícios bélicos, ditos como tão necessários. Para mim, estes são os verdadeiros heróis, que validam a expressão “os heróis são os primeiros a morrer na guerra”. Com menos receio à morte do que a fazer perder a vida, mantiveram-se fieis ao que acreditavam, que a aquela guerra era inútil. Eles são os corajosos, pois apenas é corajoso quem é capaz de manter a sua arma apontada ao chão. É a honra que serve de pedestal quando se manifesta apenas a bondade. Repito-o, eles são os heróis, eles, que decidiram não retirar ao mundo almas que guerreiam por vontades alheias. Infelizmente, a história conserva-se diferente de modo diferente. É campeão quem mais vidas sagra da Terra e quem mais famílias pinta de luto. Um herói deveria ser um salvador, não alguém que combate o caos com a maldade. O governo, que provocou a guerra, é, acima de qualquer herói, um devorador da morte tanto dos seus, como dos outros.

Somos todos, portanto, vítimas da crueldade humana. É encoberta a razão de uma guerra e são provocadas milhares de mortes de pessoas que pensavam estar a proteger quem fingia proteger-lhes a eles também, quando na verdade, estavam a proteger o tutor que tem a única função de assinar a sua certidão de óbito, e tudo por causa dos seus próprios interesses, que eles próprios dizem ser os interesses de todos. A verdade nem sempre é revelada, e é isso que dói. A ignorância dói, mas antes a verdade que a dúvida do desconhecimento. É preciso coragem para aceitar a verdade. A verdade mais cruel é difícil de aceitar, mas não deixa de ser a realidade. Todos gostaríamos de saber porque nos matamos uns aos outros numa guerra. Mas, será que realmente gostaríamos? O homem nasceu ignorante e assim morrerá, assim é o seu destino, nada há a fazer. Não nos cabe questionar a vida, cabe-nos vivê-la, como faz um mero cidadão, pacífico pai de família, herói ao olhar de seus filhos, que morre suspirando no campo de batalha um ultimo desejar, turvando nos seus olhos as memórias de um passado que nunca mais voltará. E assim, os nossos heróis, continuarão a morrer na guerra...

Francisco Duarte Silva 11º B

             



donos das palavras pratadanossacasa às 14:57
Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Felicidade é algo que todos procuramos, porém, às vezes esta procura pode parecer-nos um beco sem saída, mas na verdade, tudo o que precisamos fazer é abrir bem os olhos e apercebermo-nos da porta que se encontra nesse beco escuro.

            Se me perguntarem se sou feliz, a minha resposta, sem hesitações, só pode ser uma: sim, sou feliz. Não, não tenho tudo o que quero, e não, também não sou tudo aquilo que sempre desejei ser. Mas tenho aquilo que necessito: pessoas que me amem. Isto é o suficiente para construir a felicidade que tanto se deseja, porque a felicidade não se compra, e também não se ganha, encontra-se! E por muito pequena que a minha experiência de vida seja, eu posso dizê-lo sem margem de dúvidas que a encontrei. Encontrei-a porque a vontade a isso me levou. Não quis ser um infeliz e procurei uma resposta, que estava mesmo a frente dos meus olhos. Essa resposta não era nada mais nada menos que o amor.

            O amor não é algo que se sinta quando se vive em solidão, o amor é algo que só existe quando o partilhamos com alguém. Assim sendo, a solidão não é nada mais nada menos que uma barreira para a felicidade. Barreira essa que, parecendo difícil de ultrapassar, não o é, na realidade, pois não somos os únicos que procuram ver-se livre dessa solidão em que um dia se encontram: todos procuram o mesmo, e quando assim é, apenas precisamos deixar que esses outros entrem no nosso mundo e em troca eles deixam-nos entrar no seu. Vendo bem, a felicidade, por muito complexa e ambicionada que seja, não é difícil de encontrar

A felicidade só é real quando partilhada, a mais pura das verdades. De que nos serve rir num mundo infeliz onde tudo o que ouvimos é o eco desse mesmo riso? Ser feliz num mundo de infelizes é por si só triste. E o que podemos fazer para mudar isso? A resposta parte de cada um. A felicidade de cada um deve ser partilhada, todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Assim se cria um ciclo, um ciclo de felicidade. E lembrem-se, tudo pode começar num sorriso, sorriso esse que pode mudar o mundo. Sorriso esse que pode acabar com o ódio entre os homens e criar um mundo melhor. Às vezes tudo se resume a um mero sorriso, pois é através deste mesmo sorriso que partilhamos a nossa própria felicidade com o mundo. E ao ver o nosso sorriso, as outras pessoas irão também animar o seu dia e sorrir para outra pessoa… E tudo começou com aquilo que pensávamos ser um mero sorriso… E acabou na felicidade mundial. Como já referi, a nossa própria felicidade parte dessa mesma felicidade, pois é a nossa felicidade que, quando partilhada, irá criar a felicidade dos outros, o que contribui para a nossa própria felicidade. A felicidade é assim contagiosa, contagio esse que todos devem profanar.

Muitos, após lerem isto, irão de certeza perguntar: se essa procura é assim tão fácil, porque vivemos então num mundo infeliz? A resposta é muito simples. Preocupamo-nos de mais com aquilo que não interessa. E refiro-me ao dinheiro, maldição eterna de todos os homens, ambição cega que cria o ódio e faz esquecer a busca da verdadeira felicidade. O dinheiro não vale de nada se não somos felizes, mas a felicidade é tudo mesmo sem dinheiro. Mais vale morrer nu com um sorriso na cara, que triste com uma nota no bolso. E só de pensar que é essa mesma nota que faz uma guerra… Como quer ser o homem feliz com armas na mão? O homem é cego, cego pela nota que apensa o arruína. Mas chegará um dia que essa cegueira vai cessar, porque eu acredito que o sorriso que eu dei esta manha, de alguma forma chegará a esses homens cegos, e esse sorriso, forma de partilha da felicidade, despertará neles o verdadeiro desejo de serem felizes, e sorrir também para o mundo. Afinal, porquê trocar balas quando podemos trocar amor? Se todos procuramos a felicidade, porque não nos ajudamos uns aos outros e acabamos com esse ódio e somos felizes? Quando todos ajudam, nada custa.

Acreditando eu mesmo na minha própria felicidade e na daqueles que amo, tenho a certeza de que esta é possível. E se nos é possível a nós, porque não há-de ser possível a todos? Está tudo num sorriso… Por isso, sorri.

 Não chores porque morro infeliz, sorri porque vivi feliz. Morro infeliz por deixar este mundo e aqueles que me são queridos, aqueles com quem partilhei a minha própria felicidade, mas ao mesmo tempo, feliz, pelo facto de eu próprio viver feliz nos corações desses mesmos. Recordar é viver, e enquanto formos recordados, estamos vivos. Vivi feliz (e ainda vivo) porque realmente assim todos contribuíram (com um sorriso, que fosse). Não chores, sorri, porque assim é meu desejo, porque foi por esse sorriso que acordei e vivi todos os dias da minha vida, pois era esse sorriso que me fazia feliz. Fui feliz porque assim vocês o desejaram, portanto, sorriam por mim, e não deixem que o meu próprio sorriso morra, porque se esse sorriso morrer, tudo aquilo porque lutei será em vão. “Façam o favor de ser felizes”.

A felicidade está bem diante dos nossos olhos. Existem obstáculos, mas estes são fáceis de contornar, tudo se baseia no amor. Não deixes que coisas fúteis interfiram na tua procura. Partilha a tua felicidade. Sorri!

 

            Francisco Duarte Silva 11º B

 



donos das palavras pratadanossacasa às 14:54
Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Um poema escreve-se sereno quando se anoitece em mim um luar de brilho diurno. Não porque se assemelha ao trovar alegre do sol, mas por pecar de pretensão ociosa e indiferente o que encanta monotonamente as auréolas do meu olhar. O mundo que se filosofa e o que realmente se sente assemelham-se a perdas de consciência inata com que nascemos e desenvolvemos, e rapidamente sentimos desaparecer. Sucumbe a vontade a um estender preguiçoso sobre o tecer do infinito, enredando-se em suas manhas um pensamento inóspito acompanhado pelo desejo incógnito de renascer no passado e reviver os momentos pendentes e inacabados cuja lembrança já há muito me atormenta o ser. Nem mesmo o riso de uma criança rejuvenesce em mim a vontade de viver. Nem mesmo esta estimada curiosidade inocente que lhe toma a vontade e a faz explorar incessantemente um modo para evitar ter de adormecer me encanta, apenas os recantos tenebrosos de um quarto escuro me regalam mais um capricho fantasioso, ou qualquer outra obra única imaginada pela beleza decadente do que fora a mente mais bela e inocente. Não há em mim pujança nem motivo para o esforço. Não existem desejos jubilados, exceptuando, talvez, o orgulho de voltar a viver passivamente uma vida ignorante, mas jovem e leda. Tantas memórias se choram silenciosamente de uma vida imortal exterminada por falta de ausência – falta de não ter nada.  Existira algum momento, em que prouvera a algum sábio o deliciar apenas com o escasso suco excretado de um fruto carnudo? Quem busca o saber não se contentará a viver chupando por própria misericórdia a verdade do seu ser… Questiono-me se será descarado respirar tão passivamente o ar que nos cerca, adoptando uma atitude tão vaidosa e orgulhosa, acreditando sempre que não será último o sopro que exalamos agora. A capacidade de prever garante ao Homem a monotonização do mundo. E a espera revela-se eterna, pelo momento em que a rotina enternece apenas a sua reminiscência no ser. Porquê aguardar? O que esperar de um engano incessante, de um tédio triunfante, igualando à vontade de atrever a garantia de adivinhar? A literatura, pelo menos, mantém, na íntegra, a classe e curiosidade que me encantam uma volúpia diferente e única.  A adolescência acaba e não se esquece, tal como agora se lembra a infância. A vida alicia-me a vontade de gritar, não de desespero, mas de saudade… Tanta vontade de viver, sentindo que, na verdade, já vivi tudo o mais. Sei que esta tormenta que me toma não é depressão, mas um sentimentalismo resguardado numa réstia de nostalgia, que não consegue reprovar a esperança sem crença, de que um dia poderei voltar a sorrir ledamente sobre todos aqueles entardeceres em que se amava a companhia e se olhava com prazer o raiar da luz do sol…

 O tempo passa, a fonte estagna, o mármore arrefece, e o que antes manifestava uma alegre dança sobre o pairar celeste demonstra agora apenas a calma de águas paradas que vão sendo evaporadas pela falta de temer, já que é preciso recear o tempo, pois não nos beneficia, apenas retira de nós o seu pertence, de um modo tão cruel e avaro, de uma forma tão insensata e pouco benevolente… Lembra-se de desconhecer a vida?

Tão proveitoso era esse desconhecer. Tanto amor e alegrias, tanta felicidade e paixões, tanta despreocupação, tanto aproveitar quando a infância carrega na sua vontade o peso de um viver de desagrado, em que apenas se valoriza o esforço impessoal, um rasurado indelével, mas tão ténue e escasso, sobre a pacificidade de viver… Não perderei tempo, haverá muito ainda que sonhar e saudade para lamentar, fundamentada na mais extrema felicidade de momentos que não voltarão mais, mas asseguram na vida a sua procura, e a vontade de viver.

 

Rui Cunha 11.º B



donos das palavras pratadanossacasa às 14:52
Esta é a nossa casa. A prata que lá temos são meninos, não de prata mas de ouro...
Colégio Dom Diogo de Sousa

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