Sábado, 07 de Maio de 2011

Hoje em dia, Portugal atravessa uma grave crise económica. Este facto leva os jovens a temerem cada vez mais a incógnita que o futuro representa.

                Na verdade, deparamo-nos todos os dias com notícias pessimistas sobre o desemprego e problemas económicos e ficamos a pensar se vale a pena. Será que vale a pena estudar, investir na nossa formação, lutar dia após dia para sermos melhores? Será que, algum dia, sentiremos que as saídas de que abdicámos, o dinheiro que os nossos pais investiram, tudo o que deixámos de parte para seguir os nossos sonhos foram recompensados?

De facto, actualmente, um jovem que reflicta sobre este assunto não terá tantas certezas, como, há uns tempos, os seus pais teriam. Saímos à rua e deparamo-nos com longas filas no centro de emprego, pessoas formadas a trabalhar em lugares onde jamais nós gostaríamos... Realidades como esta parecem ser razões para desistirmos. Contudo, é nestas situações que sabemos quem realmente somos, que definimos prioridades, que conseguimos dar o melhor de nós mesmos. Tudo isto acontece se dentro de nós houver um sonho forte, tão forte que nos faz acreditar que é possível. Todavia, como não basta acreditar, é preciso lutar afincadamente, ninguém o fará por nós. É este o grande desafio que se nos impõe: que as nossas acções sejam o reflexo da voz que grita dentro de nós. Haverá, com certeza, altos e baixos ao longo da nossa caminhada, porém, não nos podermos inibir com uma simples derrota, devemos aprender com a mesma, sonhar mais alto. Se o nosso país for pequeno de mais, teremos de abrir horizontes, sair dos limites que a geografia e o conformismo nos impõem. Tudo isto poderá parecer árduo: deixar tudo para trás, a família e a nação. É difícil, ninguém nega, mas “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

                Em suma, todos nos falam do impossível, do difícil, mas ninguém se atreve a pensar que pode ser diferente. Eis a tarefa dos jovens portugueses: não aceitar esta situação pacificamente e lutar por aquela que julgam ser uma causa justa. Só assim Portugal poderá emergir das trevas da crise e nós, portugueses, conseguiremos orgulhar-nos de ter lutado. Seremos, então, não uma geração à rasca, mas uma geração que sonhou, lutou e venceu.

Ana Rita Arantes, 11ºB



donos das palavras pratadanossacasa às 17:14
Esta é a nossa casa. A prata que lá temos são meninos, não de prata mas de ouro...
Colégio Dom Diogo de Sousa

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