Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

Simples, este foi um dos pioneiros na exploração surrealista na nossa nação, e para além de pioneiro foi um dos mais relevantes e assumidos escritores a levar a escrita para um mundo que permitisse ultrapassar barreiras físicas e até mesmo ideológicas, para um mundo onde o único limite é a não existência de limite e onde o exagero torna o ridículo a mais comum das aparições.

Não é fácil olhar para um poema e nada ver, nada ver para além das poucas, simples e míseras linhas e letras que ele contém, mas aprofundemos e reparemos que talvez todas essas linhas tenham um sentido, o sentido de ajudar a alinhar as letras, letras essas que por sua vez ajudam a alinhar as linhas. Há uma ajuda, um acordo, uma interacção mútua que não pode passar despercebida em tal poesia, toda a simples palavra tem um propósito, tem o propósito de nos fazer passar para além do além e de, ao ultrapassarmos tal feito, conseguirmos associar tudo ao nosso simples dia-a-dia, ao nosso quotidiano. 

Não podemos agir de forma passiva, não podemos ler e engolir, ler e engolir, temos de perceber, temos de transferir o que nos é permitido de forma irreal para a forma real de possível concretização do ideal apresentado, não é por acaso que Cesariny escreve, não para o acaso que Cesariny escreve, não é sem acaso que Cesariny escreve. 

 

David Duque, 10.ºE



donos das palavras pratadanossacasa às 13:37

Florença-a-flor-que-não-por-vezes-não-pensa-excluindo-quando-não-está-no-facebook era uma jovem como outra qualquer, mas só que era diferente. Tinha os seus 20 anos quando se apercebeu que vivia isolada no mundo, apenas com amigos virtuais.

Um dia, descobriu uma página da Web chamada facebook (porque até então só conhecia o hi5) e, a partir daí, a sua vida mudou. Ele conheceu o seu amor verdadeiro que, até então, era o jogo Counter Strike.

Tudo começou com uma simples troca de mensagens no facebook e, passado uma semana, já iam ao cinema no Gold Center e ao parque da Rodovia andar de triciclo. Como este amor era muito forte, ao fim de duas semanas decidiram fazer a união de facto. O mais importante para eles era a Lua de mel e não o casamento, pois nela eram contidas atividades didático-pedagógicas como, por exemplo, descansar, passear e fazer filhos.

Esta aventura culminou com uma viagem pelo país. Partiram da cidade dos arcebispos e, quando regressaram, descobriram que Braga ao contrário não quer dizer nada.

Manuel Gonçalo e José Vilaça – 10.º E



donos das palavras pratadanossacasa às 13:35
Segunda-feira, 16 de Maio de 2011




donos das palavras pratadanossacasa às 11:14
Sábado, 07 de Maio de 2011

Hoje em dia, Portugal atravessa uma grave crise económica. Este facto leva os jovens a temerem cada vez mais a incógnita que o futuro representa.

                Na verdade, deparamo-nos todos os dias com notícias pessimistas sobre o desemprego e problemas económicos e ficamos a pensar se vale a pena. Será que vale a pena estudar, investir na nossa formação, lutar dia após dia para sermos melhores? Será que, algum dia, sentiremos que as saídas de que abdicámos, o dinheiro que os nossos pais investiram, tudo o que deixámos de parte para seguir os nossos sonhos foram recompensados?

De facto, actualmente, um jovem que reflicta sobre este assunto não terá tantas certezas, como, há uns tempos, os seus pais teriam. Saímos à rua e deparamo-nos com longas filas no centro de emprego, pessoas formadas a trabalhar em lugares onde jamais nós gostaríamos... Realidades como esta parecem ser razões para desistirmos. Contudo, é nestas situações que sabemos quem realmente somos, que definimos prioridades, que conseguimos dar o melhor de nós mesmos. Tudo isto acontece se dentro de nós houver um sonho forte, tão forte que nos faz acreditar que é possível. Todavia, como não basta acreditar, é preciso lutar afincadamente, ninguém o fará por nós. É este o grande desafio que se nos impõe: que as nossas acções sejam o reflexo da voz que grita dentro de nós. Haverá, com certeza, altos e baixos ao longo da nossa caminhada, porém, não nos podermos inibir com uma simples derrota, devemos aprender com a mesma, sonhar mais alto. Se o nosso país for pequeno de mais, teremos de abrir horizontes, sair dos limites que a geografia e o conformismo nos impõem. Tudo isto poderá parecer árduo: deixar tudo para trás, a família e a nação. É difícil, ninguém nega, mas “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

                Em suma, todos nos falam do impossível, do difícil, mas ninguém se atreve a pensar que pode ser diferente. Eis a tarefa dos jovens portugueses: não aceitar esta situação pacificamente e lutar por aquela que julgam ser uma causa justa. Só assim Portugal poderá emergir das trevas da crise e nós, portugueses, conseguiremos orgulhar-nos de ter lutado. Seremos, então, não uma geração à rasca, mas uma geração que sonhou, lutou e venceu.

Ana Rita Arantes, 11ºB



donos das palavras pratadanossacasa às 17:14
Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Guerra – onde os interesses de uns são a desgraça de outros. Isto revela-se como a mais pura das verdades. Não se pode esquecer que as guerras não “começam”; as guerras são antes “começadas”, por interesses que se mascaram com a vontade da “nação”: o tão aclamado interesse de todos. Na verdade, “nação” não passa de uma palavra bonita para se ganhar moral e poder de guerra. E é, em defesa desta nação, que o Homem se converte em mero material ofensivo, arriscando as suas vidas e perdendo-as de forma irrecuperável, física ou psicologicamente.

 


            Sempre que penso no objectivo de desencadear uma guerra, questiono-me pertinentemente acerca da sua utilidade: porquê? Dado o facto de a resposta ser tão simples e ao mesmo tempo tão complexa, não encontro em mim consenso definitivo que possa apaziguar tal pergunta. Por muito que pense nas razões que podem originar uma guerra, não encontro uma resposta que seja digna de justificações credíveis, mas ainda assim, não cesso de fazer suposições acerca do assunto. Verdade seja dita, quanto mais penso mais comprovo que não somos tão inteligentes como normalmente pensamos. Deram-nos inteligência para que pudéssemos distinguir-nos dos animais, governando e sendo governados de modo unânime e racional. Infelizmente, não só acabamos assemelhando-nos a eles como ainda, pior. Pior porque os animais, por muito instintivos que se revelem, geralmente escolhem como presas outras espécies, enquanto que a presa do Homem é ele mesmo. Se possuímos a razão como uma dádiva natural, porque nos comportamos como se não a tivéssemos e continuamos a matar-nos uns aos outros como se isso fosse normal? Não, não é normal, é cruel, e nós sabemo-lo, apenas raramente o admitimos e condescendemos. Não há melhor prova para testemunhar o que foi anteriormente referido senão a existência da Guerra, que temida e impiedosa, demonstra ser a mais negra criação do Homem.

            11 de Setembro de 2001, o ataque terrorista mais catastrófico de sempre. Ou pelo menos assim é noticiado. Não que se duvide do carácter trágico moralmente insuportável, mas será que foi mesmo terrorista? Pelo menos no seu sentido conotativo foi de certeza, pois estas acções ou validam a existência de uma mente transtornada ou de um transtorno da mente assente no maléfico visar de interesses. Talvez mesmo ambas, porque caso se confirmem as teorias polémicas que sugerem o governo como responsável de organizar um ataque deste calibre contra a sua própria nação, algo não se encontra totalmente esclarecido. Vamos “pressupor” que os EUA planearam toda a rede de acontecimentos. Sem dúvida, tudo fora forjado com uma leve margem de erro, pois pensava-se que ninguém suspeitaria do próprio governo como autor de tal atrocidade, teoria que acabou sendo debatida. Analisemos os factos: a maneira como as Torres Gémeas caíram demonstra uma queda progressiva de cima para baixo. Segundo o seu arquitecto, os edifícios estavam estruturados de modo a que mesmo várias colisões de aviões não fossem suficientes para as derrubar. Mais engenhoso se torna o acontecimento avaliando testemunhos de pessoas que estavam nos andares de baixo das torres. Estas garantiam ter sentido e ouvido uma explosão sem aparente explicação por baixo de seus pés, induzindo a população num pensamento debatido que sugere uma destruição dos alicerces com bombas no subsolo. Posteriores investigações dos escombros vieram a comprovar este facto. Além disso, o avião que supostamente embateria contra a Casa Branca acabou despenhando-se na Pensilvânia. Convenientemente, não foram encontrados nem escombros do avião, nem fragmentos remanescentes de corpos, apenas uma grande cratera e algumas marcas de pneus, bem como vestígios de escavações, como se alguém já lá tivesse estado. Também o Pentágono foi local de ocorrências suspeitas. Segundo o que é aclamado, os motores do avião desintegraram-se por acção do calor, mas apesar destas condições pouco propicias foram encontrados vestígios de DNA e ossos humanos. Dado que o meio natural não possui livre vontade de escolha sobre o que actuar, parecem-me bastante razoável admitir a existência de um plano cuidadosamente forjado, mas que não conseguiu evitar a intriga da população. Sucedeu-se a seguir o que havia já sido esperado, os EUA declararam guerra a um dos povos mais difamados até à actualidade: ao povo Iraquiano, ao Iraque, culpando-o dos ataques à sua honesta e viável pátria, obrigando assim os seus cidadãos ou mesmo não nacionalizados a batalharem numa guerra que não era sua, fundamentada num ataque esquematizado, lutando contra estrangeiros culpados por acções que não cometeram. Por mais que os meus ideais me garantam certezas, não consigo evidenciar razões para o desencadear da guerra, mas ainda assim acho que são demasiadas coincidências para me considerarem demente e conspiracional. Demente, é um país provocar uma guerra, atacando os seus concidadãos e condenando os seus habitantes a um futuro potencialmente indesejado, no qual a maioria não espera senão a morte. Isto apenas demonstra o quão cruel o Homem se pode demonstrar. Parafraseando, não nos comportamos como animais, mas pior.

Sem razão aparente, é provocada uma guerra. Por razão aparente refiro-me não ao seu desconhecimento, mas à total inexistência de uma razão que justifique suficientemente uma guerra. São mortos milhões de indivíduos, e a troco de quê? Nenhum interesse político se equipara a uma vida humana. O que tanto se procura para que se condenem milhares delas? A realização de futilidades e caprichos governamentais. Se nada vale uma vida humana, porque é que há guerras? Muitos são os extraditados e colocados na linha de fogo, sofrendo e morrendo: para quê? Por muitas razões que haja, nenhuma justifica uma guerra, por mais necessárias que estas se revelem.

            Na guerra consideram-se “heróis” aqueles que exterminam com sucesso e sem piedade, enganados pelo ilusório estatuto de protectores da sua nação, que o traiu e o levou para o campo de batalha. Denoto neste momento, a total presença de sarcasmo no título escolhido para este artigo. Não se deveria galardoar herói quem mata, mas sim quem procura evitar a morte. Pelo contrário, a estes últimos inscreve-se o rótulo de cobardes que não se revelam “homens fortes” para sustentar os sacrifícios bélicos, ditos como tão necessários. Para mim, estes são os verdadeiros heróis, que validam a expressão “os heróis são os primeiros a morrer na guerra”. Com menos receio à morte do que a fazer perder a vida, mantiveram-se fieis ao que acreditavam, que a aquela guerra era inútil. Eles são os corajosos, pois apenas é corajoso quem é capaz de manter a sua arma apontada ao chão. É a honra que serve de pedestal quando se manifesta apenas a bondade. Repito-o, eles são os heróis, eles, que decidiram não retirar ao mundo almas que guerreiam por vontades alheias. Infelizmente, a história conserva-se diferente de modo diferente. É campeão quem mais vidas sagra da Terra e quem mais famílias pinta de luto. Um herói deveria ser um salvador, não alguém que combate o caos com a maldade. O governo, que provocou a guerra, é, acima de qualquer herói, um devorador da morte tanto dos seus, como dos outros.

Somos todos, portanto, vítimas da crueldade humana. É encoberta a razão de uma guerra e são provocadas milhares de mortes de pessoas que pensavam estar a proteger quem fingia proteger-lhes a eles também, quando na verdade, estavam a proteger o tutor que tem a única função de assinar a sua certidão de óbito, e tudo por causa dos seus próprios interesses, que eles próprios dizem ser os interesses de todos. A verdade nem sempre é revelada, e é isso que dói. A ignorância dói, mas antes a verdade que a dúvida do desconhecimento. É preciso coragem para aceitar a verdade. A verdade mais cruel é difícil de aceitar, mas não deixa de ser a realidade. Todos gostaríamos de saber porque nos matamos uns aos outros numa guerra. Mas, será que realmente gostaríamos? O homem nasceu ignorante e assim morrerá, assim é o seu destino, nada há a fazer. Não nos cabe questionar a vida, cabe-nos vivê-la, como faz um mero cidadão, pacífico pai de família, herói ao olhar de seus filhos, que morre suspirando no campo de batalha um ultimo desejar, turvando nos seus olhos as memórias de um passado que nunca mais voltará. E assim, os nossos heróis, continuarão a morrer na guerra...

Francisco Duarte Silva 11º B

             



donos das palavras pratadanossacasa às 14:57

Felicidade é algo que todos procuramos, porém, às vezes esta procura pode parecer-nos um beco sem saída, mas na verdade, tudo o que precisamos fazer é abrir bem os olhos e apercebermo-nos da porta que se encontra nesse beco escuro.

            Se me perguntarem se sou feliz, a minha resposta, sem hesitações, só pode ser uma: sim, sou feliz. Não, não tenho tudo o que quero, e não, também não sou tudo aquilo que sempre desejei ser. Mas tenho aquilo que necessito: pessoas que me amem. Isto é o suficiente para construir a felicidade que tanto se deseja, porque a felicidade não se compra, e também não se ganha, encontra-se! E por muito pequena que a minha experiência de vida seja, eu posso dizê-lo sem margem de dúvidas que a encontrei. Encontrei-a porque a vontade a isso me levou. Não quis ser um infeliz e procurei uma resposta, que estava mesmo a frente dos meus olhos. Essa resposta não era nada mais nada menos que o amor.

            O amor não é algo que se sinta quando se vive em solidão, o amor é algo que só existe quando o partilhamos com alguém. Assim sendo, a solidão não é nada mais nada menos que uma barreira para a felicidade. Barreira essa que, parecendo difícil de ultrapassar, não o é, na realidade, pois não somos os únicos que procuram ver-se livre dessa solidão em que um dia se encontram: todos procuram o mesmo, e quando assim é, apenas precisamos deixar que esses outros entrem no nosso mundo e em troca eles deixam-nos entrar no seu. Vendo bem, a felicidade, por muito complexa e ambicionada que seja, não é difícil de encontrar

A felicidade só é real quando partilhada, a mais pura das verdades. De que nos serve rir num mundo infeliz onde tudo o que ouvimos é o eco desse mesmo riso? Ser feliz num mundo de infelizes é por si só triste. E o que podemos fazer para mudar isso? A resposta parte de cada um. A felicidade de cada um deve ser partilhada, todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Assim se cria um ciclo, um ciclo de felicidade. E lembrem-se, tudo pode começar num sorriso, sorriso esse que pode mudar o mundo. Sorriso esse que pode acabar com o ódio entre os homens e criar um mundo melhor. Às vezes tudo se resume a um mero sorriso, pois é através deste mesmo sorriso que partilhamos a nossa própria felicidade com o mundo. E ao ver o nosso sorriso, as outras pessoas irão também animar o seu dia e sorrir para outra pessoa… E tudo começou com aquilo que pensávamos ser um mero sorriso… E acabou na felicidade mundial. Como já referi, a nossa própria felicidade parte dessa mesma felicidade, pois é a nossa felicidade que, quando partilhada, irá criar a felicidade dos outros, o que contribui para a nossa própria felicidade. A felicidade é assim contagiosa, contagio esse que todos devem profanar.

Muitos, após lerem isto, irão de certeza perguntar: se essa procura é assim tão fácil, porque vivemos então num mundo infeliz? A resposta é muito simples. Preocupamo-nos de mais com aquilo que não interessa. E refiro-me ao dinheiro, maldição eterna de todos os homens, ambição cega que cria o ódio e faz esquecer a busca da verdadeira felicidade. O dinheiro não vale de nada se não somos felizes, mas a felicidade é tudo mesmo sem dinheiro. Mais vale morrer nu com um sorriso na cara, que triste com uma nota no bolso. E só de pensar que é essa mesma nota que faz uma guerra… Como quer ser o homem feliz com armas na mão? O homem é cego, cego pela nota que apensa o arruína. Mas chegará um dia que essa cegueira vai cessar, porque eu acredito que o sorriso que eu dei esta manha, de alguma forma chegará a esses homens cegos, e esse sorriso, forma de partilha da felicidade, despertará neles o verdadeiro desejo de serem felizes, e sorrir também para o mundo. Afinal, porquê trocar balas quando podemos trocar amor? Se todos procuramos a felicidade, porque não nos ajudamos uns aos outros e acabamos com esse ódio e somos felizes? Quando todos ajudam, nada custa.

Acreditando eu mesmo na minha própria felicidade e na daqueles que amo, tenho a certeza de que esta é possível. E se nos é possível a nós, porque não há-de ser possível a todos? Está tudo num sorriso… Por isso, sorri.

 Não chores porque morro infeliz, sorri porque vivi feliz. Morro infeliz por deixar este mundo e aqueles que me são queridos, aqueles com quem partilhei a minha própria felicidade, mas ao mesmo tempo, feliz, pelo facto de eu próprio viver feliz nos corações desses mesmos. Recordar é viver, e enquanto formos recordados, estamos vivos. Vivi feliz (e ainda vivo) porque realmente assim todos contribuíram (com um sorriso, que fosse). Não chores, sorri, porque assim é meu desejo, porque foi por esse sorriso que acordei e vivi todos os dias da minha vida, pois era esse sorriso que me fazia feliz. Fui feliz porque assim vocês o desejaram, portanto, sorriam por mim, e não deixem que o meu próprio sorriso morra, porque se esse sorriso morrer, tudo aquilo porque lutei será em vão. “Façam o favor de ser felizes”.

A felicidade está bem diante dos nossos olhos. Existem obstáculos, mas estes são fáceis de contornar, tudo se baseia no amor. Não deixes que coisas fúteis interfiram na tua procura. Partilha a tua felicidade. Sorri!

 

            Francisco Duarte Silva 11º B

 



donos das palavras pratadanossacasa às 14:54

Um poema escreve-se sereno quando se anoitece em mim um luar de brilho diurno. Não porque se assemelha ao trovar alegre do sol, mas por pecar de pretensão ociosa e indiferente o que encanta monotonamente as auréolas do meu olhar. O mundo que se filosofa e o que realmente se sente assemelham-se a perdas de consciência inata com que nascemos e desenvolvemos, e rapidamente sentimos desaparecer. Sucumbe a vontade a um estender preguiçoso sobre o tecer do infinito, enredando-se em suas manhas um pensamento inóspito acompanhado pelo desejo incógnito de renascer no passado e reviver os momentos pendentes e inacabados cuja lembrança já há muito me atormenta o ser. Nem mesmo o riso de uma criança rejuvenesce em mim a vontade de viver. Nem mesmo esta estimada curiosidade inocente que lhe toma a vontade e a faz explorar incessantemente um modo para evitar ter de adormecer me encanta, apenas os recantos tenebrosos de um quarto escuro me regalam mais um capricho fantasioso, ou qualquer outra obra única imaginada pela beleza decadente do que fora a mente mais bela e inocente. Não há em mim pujança nem motivo para o esforço. Não existem desejos jubilados, exceptuando, talvez, o orgulho de voltar a viver passivamente uma vida ignorante, mas jovem e leda. Tantas memórias se choram silenciosamente de uma vida imortal exterminada por falta de ausência – falta de não ter nada.  Existira algum momento, em que prouvera a algum sábio o deliciar apenas com o escasso suco excretado de um fruto carnudo? Quem busca o saber não se contentará a viver chupando por própria misericórdia a verdade do seu ser… Questiono-me se será descarado respirar tão passivamente o ar que nos cerca, adoptando uma atitude tão vaidosa e orgulhosa, acreditando sempre que não será último o sopro que exalamos agora. A capacidade de prever garante ao Homem a monotonização do mundo. E a espera revela-se eterna, pelo momento em que a rotina enternece apenas a sua reminiscência no ser. Porquê aguardar? O que esperar de um engano incessante, de um tédio triunfante, igualando à vontade de atrever a garantia de adivinhar? A literatura, pelo menos, mantém, na íntegra, a classe e curiosidade que me encantam uma volúpia diferente e única.  A adolescência acaba e não se esquece, tal como agora se lembra a infância. A vida alicia-me a vontade de gritar, não de desespero, mas de saudade… Tanta vontade de viver, sentindo que, na verdade, já vivi tudo o mais. Sei que esta tormenta que me toma não é depressão, mas um sentimentalismo resguardado numa réstia de nostalgia, que não consegue reprovar a esperança sem crença, de que um dia poderei voltar a sorrir ledamente sobre todos aqueles entardeceres em que se amava a companhia e se olhava com prazer o raiar da luz do sol…

 O tempo passa, a fonte estagna, o mármore arrefece, e o que antes manifestava uma alegre dança sobre o pairar celeste demonstra agora apenas a calma de águas paradas que vão sendo evaporadas pela falta de temer, já que é preciso recear o tempo, pois não nos beneficia, apenas retira de nós o seu pertence, de um modo tão cruel e avaro, de uma forma tão insensata e pouco benevolente… Lembra-se de desconhecer a vida?

Tão proveitoso era esse desconhecer. Tanto amor e alegrias, tanta felicidade e paixões, tanta despreocupação, tanto aproveitar quando a infância carrega na sua vontade o peso de um viver de desagrado, em que apenas se valoriza o esforço impessoal, um rasurado indelével, mas tão ténue e escasso, sobre a pacificidade de viver… Não perderei tempo, haverá muito ainda que sonhar e saudade para lamentar, fundamentada na mais extrema felicidade de momentos que não voltarão mais, mas asseguram na vida a sua procura, e a vontade de viver.

 

Rui Cunha 11.º B



donos das palavras pratadanossacasa às 14:52
Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Esta carta foi escrita para ti

Para te dizer o que eu passei

Para te dizer o que eu senti

Para te dizer o quanto te amei

 

O que eu passei: noites sem descansar

Por ter medo, medo do impossível

Por ter medo de isto acabar

Por tu seres insubstituível

 

O que eu senti: saudades e dor

Em todos os momentos em que não estavas

Mas que grande este amor

E tu, como este, muitas vezes me magoavas

 

O quanto te amei: palavras não descrevem

Pois amor não são palavras

Nem são palavras que favorecem

Toda a felicidade que me davas

 

José Nuno Macedo

 10ºC



donos das palavras pratadanossacasa às 11:17
Terça-feira, 22 de Março de 2011

 

Hoje em dia, a tecnologia está presente em quase todos os países. Desde Àfrica à América, da  Ásia À Europa, toda a gente sabe o que é um telemóvel e um computador e uma televisão e todas as pessoas sabem para que servem: comunicar.

Actualmente, nos países desenvolvidos, todos têm um telemóvel e isso é uma evolução pois, assim, toda a gente pode comunicar entre si, por exemplo, uma pessoa precisa de ajuda ou está atrasada para alguma coisa, basta pegar no telemóvel e fazer uma chamada para avisar alguém da situação. “Mais de ¾ da população portuguesa tem telemóvel” diz um estudo realizado em 2008.

Mas a tecnologia naõ serve só para comunicar, também serve para entretenimento, pesquisas e muito importante: alargar o conhecimento humano sobre o espaço e sobre curas de doenças. Ainda há pouco tempo atrás, graças a avanços tecnológicos, se descobriu um novo planeta e se recriou a origem da Terra – o Big Bang. Para além disso, grandes avanços estão a ser feitos na área da Medicina, para descobrir curas e tratamentos para doenças como o cancro, por exemplo.

Para concluir, a tecnologia é muito importante no mundo actual, não só para o lazer o entretenimento, mas também para comunicar e avançar a nível da Medicina , assim alargar o conhecimento humano.

 

Diogo Filipe



donos das palavras pratadanossacasa às 15:42

Actualmente, observa-se uma maior preocupação por parte da sociedade com a sua imagem. Em contrapartida, na minha opinião, verifica-se, igualmente, um desaparecimento de estereótipos no que se refere a esta área. Tome-se como exemplo a magreza como indicativo de beleza numa mulher. Com efeito, as mulheres excessivamente magras deixaram de traduzir o expoente máximo de beleza, tornando-se sinal de falta de saúde.

                No entanto, como já foi referido anteriormente, as pessoas, homens e mulheres, preocupam-se em demasia com a sua aparência, ou seja, fazem por manter um peso aceitável, em estar bem vestido… Assim como se preocupam com a roupa, certas pessoas preocupam-se em modificar o seu próprio corpo, recorrendo a cirurgias plásticas. No entanto, o que acontece é que estas cirurgias, por vezes, não são feitas com o objectivo de a pessoa se sentir bem consigo mesmo, mas com o enquadramento social. Penso que, quem recorre a tais práticas sem motivo aparente, acabar-se-á por arrepender, pois, o que agora é bonito, no futuro poderá deixar de ser.

                Outro aspecto importante relativamente à dependência da imagem é o peso ideal. A preocupação extrema com o peso tem aumentado, o que pode ser verificado através do número de pessoas que frequentam o ginásio, essencialmente antes do Verão, o que não é saudável.

                Reiterando o meu ponto de vista, é possível afirmar que há uma crescente preocupação com a beleza, no entanto este conceito é cada vez mais diversificado e personalizado. Não há necessariamente um padrão de beleza, apenas linhas indicativas daquilo que é saudável e simultaneamente bonito.

 

Carolina Roriz 11B



donos das palavras pratadanossacasa às 15:40
Esta é a nossa casa. A prata que lá temos são meninos, não de prata mas de ouro...
Colégio Dom Diogo de Sousa

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